Por que não existe preço por metro quadrado
Dois terrenos com a mesma área podem ter custos de terraplenagem radicalmente diferentes. Um terreno plano de 2.000 m² que precisa apenas de regularização superficial não tem relação de custo com um terreno de 2.000 m² em declive, com rocha aflorante e sem espaço para compensação interna.
O motivo é que terraplenagem se mede em volume, não em área. Área é bidimensional; movimentação de terra é tridimensional. Duas plantas idênticas com topografias diferentes geram volumes completamente distintos.
Qualquer valor por m² divulgado sem avaliação do terreno é uma média que não se aplica ao seu caso — e o risco é orçar a obra sobre um número que não vai se confirmar.
Os sete fatores que definem o valor
1. Volume de movimentação. É a variável principal. Calculada pela diferença entre o terreno natural e as cotas de projeto.
2. Balanço de massas. Quanto do material cortado pode ser reaproveitado como aterro no próprio terreno. Alta compensação reduz drasticamente o custo, porque elimina transporte externo e importação de material.
3. Tipo de solo. Influencia a produtividade da escavação, o comportamento na compactação e a necessidade de correção de umidade. Solo argiloso com umidade acima da ótima exige aeração, o que consome tempo de equipamento.
4. Presença de rocha. Material rochoso exige desmonte, com produtividade muito inferior à escavação em solo. É o fator que mais altera um orçamento em relação à estimativa inicial.
5. Distância até bota-fora licenciado. Quando há excedente, o transporte costuma superar o custo da escavação — especialmente em obra urbana, onde as áreas licenciadas estão progressivamente mais distantes.
6. Condições de acesso. Terreno confinado, rua estreita e restrição de horário de circulação de caminhão reduzem a produtividade do ciclo e exigem equipamento de menor porte.
7. Escopo contratado. Apenas corte e aterro, ou processo completo com limpeza, destoca, compactação controlada, taludes e drenagem.
A visita técnica não é formalidade comercial
Orçamento fechado por telefone erra em uma das duas direções. Se erra para menos, vira aditivo com a obra em andamento. Se erra para mais, o contratante paga por um risco que não se materializou.
A SCAVA faz o levantamento topográfico antes de orçar, com custo incluso no contrato. O volume é medido, não estimado — o que permite fechar o escopo e eliminar a renegociação por divergência de volume.
O que a proposta inclui
- Escopo detalhado dos serviços
- Volume calculado a partir do levantamento topográfico
- Critério de medição definido
- Prazo de execução e marcos
- Equipamentos alocados
- Condições de aditivo, se aplicáveis
- ART, PGR, PCMSO e treinamentos NR inclusos
Prazo: visita técnica agendada em até 48h e proposta em até 24h úteis após a visita.
Existe uma tabela de preço de terraplenagem por m²?
Não de forma confiável. Terraplenagem se mede em volume, não em área — dois terrenos de mesma metragem com topografias diferentes geram volumes e custos completamente distintos. Qualquer valor por m² sem avaliação do terreno é uma média que provavelmente não se aplica ao caso concreto.
O que mais encarece uma terraplenagem?
O desequilíbrio entre corte e aterro, porque gera bota-fora ou necessidade de importar material — ambos com custo de transporte. Em segundo lugar, a presença de rocha não prevista.
É possível ter uma estimativa antes da visita técnica?
É possível indicar a ordem de grandeza a partir da área, da topografia aparente e do tipo de obra pretendida. Mas o valor contratado só se fecha após o levantamento topográfico, que é o que permite calcular o volume real.
O levantamento topográfico é cobrado à parte?
Não. Está incluso no contrato da SCAVA.
Quanto tempo leva para receber a proposta?
Até 24h úteis após a visita técnica, que costuma ser agendada em até 48h a partir do primeiro contato.
